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  • Conversas de Bar sobre "Cidadania":
  • quinta-feira, 24 de junho de 2010

    #DiaSemGlobo

    dunguinhq

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    segunda-feira, 24 de maio de 2010

    Ato Pelo Debate Público de Direitos Autorais

    Do site MPB – Música Para Baixar:

    DA

    Para mais informações siga os links:

    www.idec.org.br

    http://www.reformadireitoautoral.org/

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    quinta-feira, 13 de maio de 2010

    13 de Maio – Dia Nacional de Luta Contra o Racismo

    racismo_nao

    Racismo a Brasileira
    Sempre que se fala em cotas raciais ou em políticas de ação afirmativa alguém argumenta que essas medidas aprofundariam o racismo em vez de combate-lo, ou ainda que a adoção de cotas raciais fere o caráter republicano da nossa constituição ao privilegiar alguns indivíduos apenas pela cor da sua pele,  argumento que, na verdade, pode estar escondendo o desconforto com a possibilidade de um branco ser preterido em favor de um negro, já que o contrário ocorre todos os dias sem causar tanta indignação.
    Claro que muitas pessoas contrárias a política de cotas raciais _ incluindo mititantes de movimentos negros _ tem bons argumentos para defender essa posição, mas falar sobre desigualdades raciais no Brasil e sobre racismo ainda é mais fácil que falar sobre a adoção de politicas que diminuam essas desigualdades. Isso talvez seja reflexo do modo como o brasileiros encara o racismo praticado no país. Embora reconheça a existência do racismo ele mesmo, como indivíduo não se considera racista. 
    Numa pesquisa realizada na cidade de São Paulo em 1988, 97% dos entrevistados disseram que não tinham qualquer preconceito de cor, mas 98% disseram conhecer alguém das suas relações (familiares, amigos) que tinham preconceitos de cor. Vinte anos depois, em 2008, outra pesquisa do Datafolha mostrou que a situação não mudou muito. 91% dos entrevistados brancos disseram que os brasileiros têm preconceito de cor com relação aos negros, mas apenas 3% deles admitiram ter preconceito contra negros.
    O 13 de Maio deve ser aproveitado para repensar essa nossa sociedade, multicolorida nas ruas, mas desconcertantemente branca nos melhores empregos, na TV, na moda, na política, nos altos cargos de empresas públicas e privadas e nos altos indicadores de nível social e econômico.

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    quarta-feira, 12 de maio de 2010

    13 de Maio

    2010-05 (mai)
    No dia 13 de Maio de 1888 o Parlamento Brasileiro aprovava, por ampla maioria, a lei que colocaria fim a quase quatrocentos anos de escravidão no Brasil. O anúncio foi feito em meio a maior festa popular que o Império jamais conheceu. Não era para menos. A lei Áurea coroou os esforços dos milhares de brasileiros que se engajaram na causa abolicionista, a primeira grande mobilização popular da nossa história. Evidentemente ainda havia quem defendesse a manutenção da escravidão por mais alguns anos, mas mesmo estes compreendiam que seu fim era inevitável. Mas por que o 13 de Maio não foi eleito pelos movimentos negros como símbolo da resistência à escravidão?
    A resposta é simples: Uma vez assinada a Lei Áurea os ex-escravos foram deixados a própria sorte e o que era para ser um marco no exercício pleno da cidadania se tornou um grande programa de desemprego em massa. Ao longo do tempo a participação ativa dos negros no processo abolicionista foi apagada da história oficial e o 13 de Maio acabou lembrado como um ato de compaixão da elite branca. Nada mais falso.
    A elite da época somente aderiu à causa abolicionista quando ficou claro que não havia outra alternativa. A charge acima, publicada por Ângelo Agostini em 1887 na Revista Ilustrada, mostra claramente que o sistema escravista se desintegrava a olhos vistos: “Enquanto no Parlamento só se discursa e nada se resolve, os pretinhos raspam-se com toda ligeireza. Os fazendeiros não conseguem segurá-los.”, dizia a legende da charge. Muito antes da assinatura da lei Áurea pela Princesa Isabel, os negros brasileiros já haviam decidido que não seriam escravos de mais ninguém.

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    O Negro No Brasil Pós-Abolição

    por Maria José Caldas

    O fim da Escravidão foi o resultado de um lento processo que na verdade procurou escamotear a dinâmica das transformações econômicas em curso, representadas na segunda metade do século XIX pela lavoura cafeeira, mais bem integrada ao capital internacional, pelo conjunto de transformações políticas decorrentes do processo de descolonização do continente americano e pela crescente presença do imperialismo inglês sobre os países do Cone Sul. Mas existe um ponto a ser esmiuçado: É necessário lançar um olhar sobre a condição do “negro” após a abolição. Para onde foram quando deixaram as fazendas? Qual foi a política desenvolvida na época para que pudessem construir suas vidas de forma digna e independente? 

    A resposta a estas questões explica a atual situação vivida hoje por grande parte dos negros no Brasil. O estigma da escravidão representava uma desvantagem na disputava por trabalho com os imigrantes portugueses, espanhóis e italianos _ também analfabetos _ que chegavam para “fazer a América”. Ao negro não restou nem a garantia do trabalho mais pesado, foram entregues à própria sorte.

    As mulheres negras continuaram fazendo trabalhos serviçais pouco remunerados como lavadeiras, copeiras, empregadas domesticas. Mas foi este trabalho que permitiu à mulher negra manter sua prole e contribuiu para que não houvesse a absoluta desintegração das famílias negras. Com a consolidação da República os sucessivos governos se entregaram ao projeto de branqueamento e de europeização do Brasil legando aos negros as sobras do desenvolvimento da nação.

     

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    sábado, 1 de maio de 2010

    Dia do Trabalho: Entre o Passado e o Futuro

    Operários Tarsília do Amaral
    Quando eu comecei a trabalhar, lá pelos idos de 1988, eram comuns artigos de jornais e revistas que pintavam um futuro cor de rosa para os trabalhadores. Naquela época _ e nem faz tanto tempo assim _ havia quem acreditasse que o desenvolvimento de novas tecnologias permitiria ao homem trabalhar menos e dedicar mais tempo a educação, a cultura e ao lazer, seja sozinho, entre amigos ou em família. Eu ainda cursava a 8ª série do antigo 1º grau e torcia para que esse futuro chegasse logo.
    Mas os anos seguintes não foram nada cor de rosa. Operários robôs assombravam as linhas de produção no início dos anos 90 e os trabalhadores  passariam a trabalhar cada vez mais e a ganhar cada vez menos para não serem substituídos pelas máquinas. O capitalismo parecia ter esgotado sua capacidade de gerar novos empregos, mas as alternativas a ele desapareceram com o desmoronamento da União Soviética. A globalização deslocava os empregos existentes para onde a mão de obra era mais barata e menos protegida enquanto a classe trabalhadora se desorganizava os sindicatos perdiam força. O futuro do trabalho parecia cada vez mais sombrio. Não por muito tempo.

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    quinta-feira, 1 de abril de 2010

    O Bota Fora do Serra - Já Vai Tarde

    Assembléia 31 de Março 006 1-1Se eu fosse jornalista já teria sido demitido faz tempo. Imagina escrever sobre um fato 24 horas depois dele acontecer? Mas como diz aquele velho ditado popular, antes tarde do que nunca e, como eu não trabalho mesmo para nenhuma redação...
    Ontem, 31 de março, os professores de São Paulo se reuniram em  mais uma Assembléia, a quinta desde o início da greve, para decidirem os rumos da paralização. A concentração voltou a ocorrer no vão livre do MASP, na Avenida Paulista. De lá os professores seguiram em passeata pela rua da Consolação até a Secretaria Estadual de Educação, na Praça da República, onde votaram pela continuidade da greve, que já está na quarta semana.

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    quarta-feira, 31 de março de 2010

    É Preciso Despertar (ou Caminhando com Maiakoviski)

    Cartaz Anistia

    (…)
    Tu sabes,
    conheces melhor do que eu
    a velha história:
    Na primeira noite eles se aproximam
    e roubam uma flor do nosso jardim.
    E não dizemos nada.
    Na segunda noite, já não se escondem:
    pisam as flores,
    matam nosso cão,
    e não dizemos nada.
    Até que um dia,
    o mais frágil deles
    entra sozinho em nossa casa,
    rouba-nos a luz, e,
    conhecendo nosso medo,
    arranca-nos a voz da garganta.
    E já não podemos dizer mais nada.

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    sábado, 27 de março de 2010

    O Modelo Serra de Educação.

    Atualizado em 27/03 às 15:30H002
    Assembléia dos Professores realizada ontem, 26 de março, no Morumbi,  começou como as anteriores. Milhares de professores de todas as regiões do estado de São Paulo foram chegando aos poucos, a pé, em coletivos e nos muitos ônibus fretados vindos do interior. Estes, mais uma vez, foram alvo de arbitrariedades por parte da Polícia Rodoviária, não foram poucos os relatos de professores que tiveram seus ônibus parados nos pedágios sem qualquer explicação ou justificativa. Mas esses incidentes, antes de intimidar, parecem contribuir para aumentar a determinação dos professores que por volta das 16 horas já haviam tomado toda a área em frente ao estádio do Morumbi, convertendo, por algumas horas, o templo do futebol no templo da cidadania. Dezenas de cartazes e faixas expunham as reivindicações, palavras de ordem eram ouvidas por todos os lados, mas tudo de forma alegre e descontraída, apesar da chuva.

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    sábado, 20 de março de 2010

    Imagens da Assembléia do dia 19 de Março.

    Abandonados pelo governo Serra e pela Imprensa, que se faz de surda à suas reivindicações, fingindo que a greve não existe, os professores recorreram às ruas para se fazerem ouvir. Para isso contam com seu principal instrumento de trabalho, a vóz, e com muita, muita criatividade.

    Esses são os professores que Serra despresa e que a mídia ignora. Agora a palavra é deles!

    Professores  19 de Março 043-1

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    terça-feira, 16 de março de 2010

    HQ: Salvando a Escola

    Clique na imagem para vê-la em tamanho maior.

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