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  • Conversas de Bar sobre "Imprensa":
  • quinta-feira, 21 de outubro de 2010

    Revista do Brasil é censurada nas bancas e na internet.

    2010-03-20 Assembleia 19 de Março1

    As liberdades de expressão, de pensamento e de imprensa são direitos consolidadas pela Constituição Federal de 1988. Mas em diversas situações, como em processos que correm em segredo de justiça e em períodos eleitorais, a justiça entende que essas liberdades devem ser limitadas para o bem do interesse público.

    É difícil entender como a imposição de limites à liberdade de expressão pode ser benéfica ao interesse público, mas essa é a interpretação que as vezes prevalece entre nossos juristas.

    Não é o caso de dizer que a há riscos à liberdade de expressão e de imprensa no Brasil, mas talvez seja o caso de pensar que em alguns casos interesses políticos _ e os interesses econômicos por trás deles _  interferem em outro direito fundamental, o direito à informação.

    A imprensa elegeu seus inimigos, mas nenhum deles representa ameaça a sua livre atuação: O Presidente Lula, sistematicamente acusado de atacar a imprensa, e O PNDH-3 _Programa Nacional de Direitos Humanos _ , denunciado como uma tentativa do governo Lula de controlar os meios de comunicação. É legítimo que a imprensa e seus órgãos de defesa denunciem qualquer tentativa de censura, mas a liberdade que eles defendem vale para todo mundo?

    A imprensa ainda resiste em defender a liberdade de conteúdos na internet e não parece ficar a vontade com a diversidade de opiniões. Recentemente a psicanalista Maria Rita Kehl foi demitida do Jornal O Estado de São Paulo, O Estadão, por "delito de opinião", nas palavras dela, após escrever, em sua coluna, um artigo que contrariava as opiniões do jornal.

    Os inimigos à liberdade de imprensa são outros. Há cerca de um mês a revista Carta Capital foi Processada pelo Ministério Público Eleitoral  e no último dia 18, a distribuição da Revista do Brasil foi suspensa pela justiça a pedido do PSDB, ambas acusadas de favorecerem a candidata Dilma. As duas publicações têm em comum o fato de publicarem matérias que desagradaram o candidato José Serra, amplamente favorecido pela grande imprensa, contando, inclusive, com o apoio declarado do Estadão, o mesmo jornal que demitiu a colunista que ousou discordar. 

    Quanto ao ato de censura sofrido pela  Revista do Brasil, o referido jornal, orgulhoso de sua defesa histórica pela democracia e que diz estar sob censura há 447 dias, dedicou apenas algumas poucas linhas. A maioria  para justificar a censura, nenhuma de indignação por ela. 

    Leia o conteúdo da edição censurada, aqui.

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    quarta-feira, 22 de setembro de 2010

    Eleições 2010: Falta Debate Político.

    009

    Não sou tão ingênuo a ponto de  imaginar que a cobertura das eleições deste ano correria sem parcialidades ou manipulações  irresponsáveis  por parte  da imprensa, afinal, essa tem sido a regra desde a redemocratização _ antes eu não estava aqui para ver _, mas confesso que fiquei surpreso com a baixeza que estamos assistindo na reta final da campanha eleitoral.
    Os grandes meios de comunicação apostaram tudo na derrota do projeto governista, até mesmo o pouco que ainda lhes restava de credibilidade. No lugar de debates sobre as grandes questões nacionais escândalos mal explicados e factóides mal construídos. Nada sobre os diferentes projetos representados por cada candidato, nada sobre o que realmente pensa cada um, nada que lembre política, ou melhor, a boa política. E não é difícil entender porque: Os grupos dominantes _  nossas elites _ representados pela grande imprensa, já definiram o seu projeto de país, já decidiram o que que deve ser levado em conta pelo futuro governo e quando, como e em que velocidade, problemas sociais históricos como a desigualdade social serão resolvidos. Para garantir a vitória vale tudo, até mesmo desqualificar os candidatos e os partidos que representam o projeto concorrente, assim como todos aqueles que compartilham dele.
    Ora, se tudo já está definido debates são desnecessários. Questões relevantes para o dia a dia do eleitor devem ser evitados, quando muito apresentados superficialmente para evitar que o eleitor seja levado a pensar sozinho. O processo eleitoral vai sendo despolitizado, esvaziado de propostas que lhe dê sentido. É assim, sem qualquer escrúpulos, que a nossa imprensa esta agindo, a mesma imprensa que se diz tão ciosa dos seus valores democráticos.

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    sexta-feira, 16 de julho de 2010

    O Teatro Mágico na Mira da Grande Imprensa?

    A trupe O Teatro Mágico Foto retirada daqui

    Em qualquer lugar do mundo eleições democráticas despertam atitudes passionais entre partidários desse ao daquele candidato, o que é normal, dentro de limites previamente estabelecidos. O problema é quando algum grupo, seja econômico, religioso ou midiático usa seu poder para forçar a balança a favor de um candidato em detrimento de outro, desequilibrando o jogo democrático. É o que está acontecendo agora no Brasil.

    Vozes favoráveis ao candidato apoiado pelos grandes meios de comunicação são acolhidas e amplificadas enquanto as discordantes são abafados e seus portadores, para causarem menor dano, tem sua reputação colocada em dúvida frente a opinião pública. Jornalistas “dissidentes”, blogueiros e artistas estão entre as principais vítimas e a última delas parece ter sido o grupo O Teatro Mágico, sobre o qual eu já escrevi um artigo aqui no Conversa de Bar, reproduzido no site oficial do grupo.

    No dia seguinte a participação da trupe no “Encontro da Cultura com Mercadante” (vídeo)_ ocorrido em 13 de Julho _ do qual participaram vários artistas da cena cultural paulista, o Blog do Noblat reproduziu um artigo de Ilmar Franco, colunista do jornal O Globo, que da a entender que o grupo estaria sendo favorecido pelo governo Lula: “Apoiador da candidatura de Dilma Rousseff (PT) à Presidência da República, o grupo O Teatro Mágico recebeu R$ 40 mil do Ministério do Desenvolvimento Agrário para tocar na Feira da Agricultura Familiar, em Brasília, no mês passado” (siga o link).

    Não haveria nada de errado no texto se não fosse omitido do leitor que do mesmo evento também participaram Lenine, Gilberto Gil, Lirinha, Otto e Ney Lisboa, como informou Fernando Anitelli (@fanitelli) no Twitter (leia também este artigo do jornalista Renato Rovai). Também não há qualquer informação sobre o cachê pago aos outros artistas.

    @teatromagico4

    @teatromagico

    @teatromagico3

    A nota  informa ainda que a direção do grupo impõe sua preferência política aos demais membros, o que, segundo O Teatro Mágico, no Twitter, também não é verdade:

    @teatromagico6

    @teatromagico6-2

    Nas palavras de Augusto Anitelli, que podem ser lidas aqui, O Teatro Mágico possui hoje “o projeto de maior alcance militante e engajado do país”, em questões que vão das garantias à Internet livre e a modernização da Lei de Direitos Autorais até a defesa do meio ambiente e da reforma agrária. Sem contar que é um exemplo entre os artistas que fizeram sucesso sem se submeterem ao esquema das grandes gravadoras. Com tantas qualificações assim a trupe é um alvo e tanto!

    Twitter Fanitelli

    * A posição dos twitters no texto não corresponde rigorosamente a ordem em que foram postados.
     

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    quinta-feira, 24 de junho de 2010

    #DiaSemGlobo

    dunguinhq

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    domingo, 25 de abril de 2010

    O Teatro Mágico Mostra Que Música Livre é Possível

    Teatro mágico 2

    Quem não conhecia o Teatro Mágico deve ter ficado curioso com a mistura de show musical e espetáculo circense apresentado pelo grupo no episódio de ontem (24/04) da novela Viver a Vida (vídeo), mas quem já conhecia, e não estava preparado, ficou surpreso, alguns até decepcionados, ao ver um grupo que sempre foi crítico dos veículos de comunicação de massa se apresentando na TV, e logo numa novela da Rede Globo.
    O Teatro Mágico surgiu em 2003 e de lá para cá, segundo o site oficial do grupo, já vendeu mais de 190 mil CDs e 40 mil DVDs. Se você acha pouco saiba que o grupo não tem contrato com nenhuma gravadora e ainda disponibiliza na rede, gratuitamente, todo o conteúdo musical produzido por eles. Qualquer pessoa pode baixar legalmente as faixas que guiser ou mesmo todas elas (conheça o projeto MPB-Música Para Baixar). Enquanto músicos e gravadoras do mundo todo reclamam dos prejuízos causados pela troca de arquivos na internet  e pela cópia de CDs e DVDs, o Teatro Mágico usa isso a seu favor. É assim que o trabalho deles é divulgado e mais e mais fãs se somam aos já existentes. O grosso do faturamento vem dos shows, sempre sucessos de público, e da venda direta (na lojinha do site ou nas apresentações do grupo) de cds, dvds e artigos como camisetas.
    Twiter TM 1

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    terça-feira, 12 de janeiro de 2010

    O Que é o PNDH-3, Afinal?

    image
    Atualizado em 12 de Outubro de 2010
     
    Quando publiquei o post sobre a péssima cobertura do PNDH-3  pela imprensa, que deveria informar e não explorar a desinformação, não levei em conta que muitos leitores não sabiam exatamente em que consistia esse Programa.
    O PNDH é o resultado de um compromisso assumido pelo Brasil no Tratado de Viena durante a  Conferência Mundial Sobre Direitos Humanos de 1993. Trata-se de um programa plurianual elaborado por setores da Sociedade Civil _ movimentos sociais e entidades de classe _ que propõe diretrizes e metas a serem implementadas em políticas públicas voltadas para a consolidação dos direitos humanos. O programa em si não é auto-executável, como a mídia faz parecer. Para que cada uma das propostas entre em vigor é necessária a aprovação pelo Congresso Nacional. Os dois primeiros Programas, o PNDH-1 (1996) e o PNDH-2 (2002) foram elaborados no governo FHC. Não é  um plano de governo, mas um programa de Estado.
    A falta de qualquer referência à Conferência Internacional dos Direitos Humanos, realizada em Dezembro, em São Paulo, na qual o governador José Serra se comprometeu a observar o Tratado de Viena, bem como o Programa Nacional do Direitos Humanos, deixa evidente a manipulação política  da notícia. É curioso como a mesma mídia que denuncia o PNHD-3 como uma tentativa do governo Lula de cercear a liberdade de expressão não demonstrou a mesma preocupação com os os artigos 5.4 e 5.5 do  Programa Estadual de Direitos Humanos, aprovado pelo governador Mário Covas, que também prevê o monitoramento dos meios de comunicação. E por que? Porque sabe que não se trata de uma tentativa de censurar a imprensa, nem por parte do PNDH estadual, nem por parte do PNDH nacional.
    Se deseja saber mais a respeito, sugiro alguns blogs e sites que trazem informações valiosas sobre o PNDH-3.  É o caso do Blog do Nassif, do Arlesophia, do Polítika etc.., e do JusBrasil.  Recomendo também um resumo dos pontos mais importantes do PNDH-3 postado no blog “Nosso Direito”, por Mônica Filomena, além do site do Movimento Nacional de Direitos Humanos e, lógico, a íntegra do documento, que também pode ser baixado em pdf.

    << O PNDH-3 e a Desinformação <=Voltar para a postagem
     

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    segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

    O PNDH-3 e a Desinformação

    PNDH3 2

    A maioria dos brasileiros não tem muita chance de vir a saber o que realmente é o PNDH-3 - Programa Nacional de Direitos Humanos. A maioria sequer sabe o que são Direitos Humanos, quais são eles e para que servem. É o tipo de esclarecimento que a grande imprensa não tem interessa em fazer, pois pode se aproveitar politicamente da desinformação.
    O PNDH-3 é um documento com diretrizes norteadoras para as políticas públicas elaborado pela sociedade civil _ que inclui entidades de classe e movimentos sociais _ com articuladores de todos os ministérios do governo, ou pelo menos daqueles que quiseram participar. Não é um plano de governo, mas um programa de Estado.
    Por exemplo: A educação é um dos direitos humanos, então o programa prevê diretrizes e metas para o aprimoramento das políticas públicas voltadas para a educação. O mesmo vale para a saúde, segurança pública, trabalho, infância, direito a informação e por aí vai.
    O que está sendo discutido agora é a terceira versão do PNDH. As outras duas foram elaboradas durante o governo FHC. O PNDH-3 avançou em algumas propostas do PNDH-2 e o próximo Programa também deve representar um avançoo sobre o que foi proposto no PNDH-3. Cada versão do programa avança um pouquinho em alguns pontos, quando toca em interesses de determinados grupos, acostumados a passar por cima dos Direitos Humanos ou a fazer sua própria interpretação deles, cria-se essa polêmica toda.
    Claro que nem tudo o que está no programa tem condições de ser colocado em prática no curto prazo, mas já indicam uma direção a ser seguida pelo Estado rumo a sua consolidação.

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    sábado, 9 de janeiro de 2010

    O PNDH-3 _ Programa Nacional de Direitos Humanos

    PNDM

    Recém aprovada pelo Presidente Lula, a terceira edição do Programa Nacional de Direitos Humanos _ PNDH-3 _ já sofre pesados bombardeios por parte da mídia corporativa, empenhada em colocar a opinião pública contra o programa.
    Primeiro a imprensa denunciou o risco de uma crise institucional entre governo e Forças Armadas porque  o trecho sobre o Direito à Memória e à Verdade supostamente abria a possibilidade e de se rever  a Lei da Anistia. Depois acusou o PNDH-3 de promover a violência no campo por dar legitimidade a movimentos sociais como o MST, chamado de criminoso pela senadora Kátia Abreu, do DEMO, no Jornal Nacional. Em seguida alertou para o cerceamento à liberdade de expressão caso os artigos do Programa que prevêem o monitoramento dos meios de comunicação, e a punição destes em caso de desrespeito aos direitos humanos, não sejam modificados.  E não parou por aí. Ontem (06 de Janeiro), no Jornal da Globo, William Wack perguntava ao telespectador: Quem nos defenderá daqueles que dizem defender os direitos humanos?  Diante do noticiário algum telespectador incauto pode ter concluído: _ "Esse pessoal dos direitos humanos  deve ser gente muito perigosa"!
    A mídia não cobriu a elaboração PNDH-3, nem procurou informar o telespectador sobre sua história, menos ainda que, para virar lei, cada item do programa precisa ser aprovado pelo Congresso Nacional.
    Um verdadeiro programa nacional de desinformação.

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    quinta-feira, 30 de julho de 2009

    Importante: 1° de Agosto é dia de Encontro Pró-CONFECOM em São Paulo

    Do blog Liberdade de Expressão.

    “Da Comunicação que temos à Comunicação que Queremos”

    1º de Agosto é o dia do 1o Encontro Paulista Pró-Confecom
    no Sindicato dos Engenheiros
    a partir das 9hs da manhã
    Rua Genebra, 25
    (ao lado da Câmara Municipal de São Paulo)


    CONFECOM: Siga o link, participe!

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    domingo, 19 de abril de 2009

    CONFECOM Já Tem Data Para Acontecer

    movimento pró CNC

    O Presidente Lula assinou nesta Quinta, dia 16 de Abril, o decreto que convoca a 1ª Conferência Nacional de Comunicação – CONFECOM (leia a proposta), a ser realizada de 1º a 3 dezembro, em Brasília. Trata-se de uma conquista do Movimento Pró-conferência Nacional de Comunicação, criado em 2007 por iniciativa da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM), que sentia a urgência de uma política para o setor que contemplasse os interesses da sociedade civil e desse voz aos movimentos sociais, criminalizados pela opinião pública e apresentados pela imprensa como caso de polícia.

    A demanda pela conferencia já é bastante antiga. A atual lei de radiodifusão do país é de 1962 e a de telecomunicações, de 1995. As duas precisam ser rediscutidas de forma democrática por todo o conjunto da sociedade para que sejam ajustadas as novas demandas do século 21. O Movimento foi viabilizado pela Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI) da Câmara dos Deputados e é composto por mais de trinta entidades da sociedade civil, além do Ministério Público Federal.

    Ainda não escrevi sobre o Movimento Pró-Conferência aqui, apenas acompanho em blogs como o Algodão Hidrófilo, da Flávia, mas a partir de agora passo a divulgar esse movimento por uma imprensa realmente livre, democrática e justa.

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    sábado, 18 de abril de 2009

    E a Ficha Também é Falsa…

    A capacidade de parte da imprensa brasileira em “construir” fatos parece não ter limites. Depois de acompanhar aqui o protesto do jornalista Antônio Roberto Espinosa, que afirma ter sido usado pelo Jornal Folha de S. Paulo para denegrir a imagem da atual Ministra Dilma Rousseff em uma reportagem baseada numa entrevista sua ao jornal e que teria sido vergonhosamente distorcida, acabo de ler no Blog do Mello que também a ficha policial reproduzida na reportagem, na qual Dilma Rousseff é qualificada como terrorista, seria falsa. Essa informação teria partido da própria Ministra.

    “(…) "A ficha é falsa, é uma montagem. (...) Estou, atualmente, numa discussão, tentando ver com a Folha de S.Paulo de onde eles tiraram aquela ficha, porque até agora ela não está em nenhum dos arquivos que pelo menos nós olhamos. Então, ela não é produto nem daquela época, ela é produto recente, manipulado, de órgãos ou de interesses escusos daqueles que praticaram esses atos no passado", disse a ministra em entrevista à radio Itatiaia, de Belo Horizonte.”

    O jornal Folha de S. Paulo disse que esta investigando a origem e a veracidade da suposta ficha e assim que tiver o resultado ele será publicado. Mas por que não fizeram isso antes?

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    domingo, 5 de abril de 2009

    Ditadura, Dilma e Folha de S. Paulo

    Domingo, enquanto olhava as capas dos Jornais expostos na banca perto da minha casa, me detive na da Folha de S. Paulo: História: Grupo de Dilma Planejou Sequestro de Delfim Neto. Junto ao título, a fixa de Dilma quando foi presa pela repressão. Não duvidei da veracidade da reportagem. Grupos de resistência à ditadura, como o que Dilma Rousseff pertencia, planejaram e realizaram sequestros, mas ficou claro que se tratava de uma estratégia para desqualificar uma provável candidata à presidência da República.

    Hoje, lendo o site do Idelber, descubro que a Folha foi muito além disso. O ex militante da VAR-Palmares, Antonio Roberto Espinosa, que concedeu por telefone a entrevista que a jornalista Fernanda Odilla usou como fonte, acusa o Jornal e a jornalista de distorcerem suas palavras e manipularem fatos narrados por ele. “Nossa primeira conversa durou cerca de 3 horas e espero que tenha sido gravada. "Desafio o jornal a publicar a entrevista na íntegra, para que o leitor a compare com o conteúdo da matéria editada”. Escreve Espinoza, que também é jornalista, na carta que espera ver publicada pela Folha de S. Paulo. Esperemos pela sua publicação e pela provável resposta do Jornal.

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    segunda-feira, 9 de março de 2009

    Um Jornal a Serviço do Brasil

    O tema já foi postado aqui no Conversa de Bar, mas gostaria de retomá-lo por conta dos desdobramentos que teve. No último sábado, parentes e amigos de vítimas do Regime Militar, que a Folha de S. Paulo chama de "Ditabranda" no editorial de 17 de Fevereiro, organizaram um protesto em frente a sede do jornal, no Centro de São paulo. "Se a ditadura foi branda, porque nossos amigos não estão aqui, conosco?" Perguntava, emocionado, Toshio Kauamura, fundador da CUT (vídeo). Não estive na manifestação, mas acompanhei em blogs como O Descurvo, de Hugo Albuquerque, que esteve presente.
    Talvez por temer que o arranhão vire uma cicatriz permanente, a Folha vem fazendo um mea culpa abrindo espaço para críticas, como o artigo do Sociólogo Marcelo Ridente, publicado ontem. Nele, o sociólogo lembra que "a ditadura foi instaurada em nome da democracia - supostamente ameaçada", e "Nunca se assumiu como ditadura", que o regime só resistiu por vinte anos porque recebeu o apoio de amplos setores da sociedade e que se outras ditaduras foram ainda mais cruéis é "porque enfrentaram maior resistência". Diz o professor, que termina dizendo que "Reconhecer que a "ditadura à brasileira" teve ambiguidades e fases distintas (...) não a torna menos ditadura".
    No mundo todo a imprensa perde espaço para portais de notícias independentes e blogs. Por aqui esse movimento ainda é tímido, mas a queda de algumas máscaras pode reforçar essa tendência. Sem querer a Folha acaba de prestar um grande serviço ao Brasil.

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    sábado, 21 de fevereiro de 2009

    Ditadura Branda?


    Depois de falar sobre o futuro dos jornais, vamos ver agora o que eles estão fazendo no presente. Ainda que corram o risco de desaparecer daqui alguns anos, pelo menos na versão impressa, hoje os jornais ainda são de fundamental importância para a manutenção da Democracia. Por isso causa inquietação quando um dos maiores jornais do país, a Folha de S. Paulo, faz em seu editorial uma referência no mínimo lamentável de que a ditadura militar, que vigorou no Brasil entre 1964 e 1985 (ler 40 Anos do AI-5), foi uma "ditabranda".
    Classificar como brando um período marcado pela suspensão dos direitos civis, pelo desaparecimento de centenas de pessoas, pela morte de milhares, pela prisão e tortura de outras dezenas de milhares e que teve entre suas principais vítimas jornalistas como Vladimir Herzog, diretor da TV Cultura assassinado nos porões do DOI-COD, provocou a reação de alguns leitores indignados, outros nem tanto. Em resposta, e sem se desculpar, o jornal diz que, comparada a outros países do continente, a ditadura brasileira teria sido menos violenta, preservou as instituições nacionais e garantiu, inclusive, o acesso à Justiça. Só esqueceu de explicar como se garante o acesso à justiça eliminando o principal instrumento dessa garantia, que é o Habeas Corpus.
    É sabido que o Regime contou, em seu início, com o apoio dos principais jornais brasileiros, até dar lugar a um discurso de oposição encampado pela sociedade. Fica a pergunta: Será que algumas máscaras começaram a cair?

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    sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

    O Futuro do Jornal

    Acabo de ler o exelente artigo do Pedro Dória, sobre o futuro do "jornalismo". O tema já foi abordado aqui no Conversa de Bar no artigo "A Hora e a Vez dos Blogs" .
    Sou de uma geração que cresceu aprendendo que ler jornal era fundamental, não só para manter-se informado, mas também para fazer parte de um grupo restrito de brasileiros letrados e cultos. Ser leitor de jornal _ de esportes não vale _ era uma estilo de vida.
    Ainda é. Cada vez mais o número de leitores se reduz a um grupo seleto e cada vez mais velho. O aumento da população alfabetizada ainda dará fôlego aos jornais brasileiros por algum tempo, mas lá fora a coisa está feia.
    Até os anos 90 o suporte de divulgação jornalistica estava restrito ao rádio e à televisão, que nos apresentavam as notícias do dia de forma resumida, e ao papel, onde podiamos ler, no dia seguinte, as mesmas notícias com muito mais detalhes e abordadas por diferentes articulistas. Hoje a coisa funciona da mesma maneira, o problema é que as noticias publicadas no jornal, pela manhã, já foram divulgadas, esmiuçadas e comentadas no dia anterior em sites e blogs da internet por um número enorme de leitores.
    A morte anunciada do jornal, tema do vídeo futurista incorporado abaixo, é motivo de angustia para os jornalistas que fazem da profissão uma verdadeira devoção. Para sobreviver, um novo formato de jornal deve se impor, mas só o futuro vai dizer qual será, e ele nunca esteve tão próximo.
    .

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    sábado, 24 de janeiro de 2009

    A Hora e a Vez dos Blogs


    Hoje saiu o resultado do Best Blogs Brazil 2008, um concurso que premia os melhores blogs da internet brasileira em trinta categorias diferentes. A cada ano os blogs se mostram mais influentes na formação da opinião pública e já afetam as mídias tradicionais.
    Jornais e revistas já reinaram absolutos no reino da informação até terem que dividir espaço com o rádio e mais tarde com a televisão, mas como cada um desses veículos tem uma especificidade própria, sempre foram mais complementares que concorrentes. Agora é diferente. A internet não só aumentou a velocidade da informação como ofereceu novas possibilidades de obtenção e divulgação. Mais que isso, tornou possível a qualquer pessoa transmitir a sua própria versão dos fatos.
    O resultado é que as tiragens de jornais vem caindo no mundo todo. Recentemente alguns grupos de notícias, como o Estadão, fizeram campanha contra os blogs. Não é pra menos, já se fala no fim do jornal impresso para daqui a uma ou duas décadas (vídeo). Na França o governo até já preparou um "pacote" de incentivos para tentar salvar alguns jornais.
    No Brasil o número de blogs já está na casa dos milhões. Um deles é este aqui, o Conversa de Bar.net, que hoje vem dar os parabéns aos blogs premiados!

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    terça-feira, 9 de dezembro de 2008

    Boas Notícias?

    Lendo o jornal da última Terça-feira (ontem), fui surpreendido por uma boa notícia na área da economia. Estava tão acostumado com as manchetes apocalípticas das últimas semanas que precisei reler o título para ter certeza se o que eu estava lendo era isso mesmo: "PIB brasileiro cresce 6,8% no último trimestre!". Vai crescer assim lá na China!
    Os indicadores do último trimestre deste ano foram muito bons para todos os setores, em especial para aqueles que mais empregam. A taxa de desemprego em Novembro foi a menor em dez anos e a renda das famílias teve a maior alta desde 1996. Os números são ótimos, mas mal o leitor respira aliviado o jornal apresenta , logo abaixo, as notícias de sempre, mostrando que nossa economia caminha, a passos largos, rumo a recessão. Mesmo assim, me surpreendeu o fato das notícias boas receberem maior destaque.
    Essa crise é difícil de entender e mais ainda de explicar, mas tem uma coisa que embora pareça simples, eu não entendo de jeito nenhum. O Banco Central deve decidir por esses dias se diminue ou mantém a taxa de juros, que está em 13,75% ao ano, mas a tendência é a taxa se manter, dado o temor do Banco Central de que a pressão exercida pela demanda provoque uma elevação nos preços. Mas... como assim? Não estamos caminhando para uma recessão? Se a tendência é essa como é que a demanda vai pressionar os preços? Não deveria ser o contrário?
    Uma justificativa seria a cotação do Dólar, que voltou a subir depois de seis anos de queda. Mas se os preços não acompanharam ao Dólar na descida, por que deveriam acompanhar a subida.
    Bom, deixa pra lá, economia não é mesmo a minha praia. Garçom, trás uma gelada antes que aumentem o preço da cerveja!

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    segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

    Todo Mundo Em Pânico!


    Créditos da imagem: "O Grito". De Edvard Munch (1863 – 1944)
    As manchetes são assustadoras: Pânico nos merdados! Onda de pânico se espalha pela Europa! Quinta-feira negra! Dia catastrófico em Nova Iorque!
    A julgar pelos noticiários, a impressão é de que o mundo está acabando ou que pelo menos o capitalismo vive seus últimos dias. Já ouvi que alguns socialistas mais radicais _ sim eles existem! _ e alguns cidadãos do Oriente Médio, decepcionados com o Ocidente, estão preparando uma grande queima de fógos assim que vier a notícia derradeira de que a quebra dos mercados mundiais acaba de por fim a famigerada civilização Judaico-Cristã-Ocidental-Capitalista. Claro que deve ser exagero, mas que a torcida existe, existe.
    Do Oiapoque ao Chuí, qualquer habitante desse país que seja minimamente informado, já teve conhecimento da crise. É ligar a televisão, sintonizar o rádio, folhear uma revista ou abrir um jornal _ nem precisa abrir, basta olhar a primeira página _ que a palavrinha mais usada e falada nos últimos meses estará lá. Crise! É crise que não acaba mais.
    Não quero diminuir aqui o tamanho da crise financeira mundial, que realmente é muito séria, menos ainda a função do jornalismo, que é informar, mas o tom alarmista e sensacionalista dos noticiários me incomoda bastante. Será mesmo o fim do mundo? Fora dos noticiários, na rua, mesmo nos dias em que a Bolsa de valores de São Paulo, a Bovespa, registrou suas piores perdas, quem mora na cidade e passa pela região pôde ver os funcionários da Bolsa conversando e bebendo animadamente nas mesas dos bares que se estendem pelas calçadas próximas, depois do expediente.
    A despeito das imagens que vemos na TV, de corretores a beira de um ataque de nervos, a crise parece não ter chegado ao happy hour da sexta-feira. Um sinal de que o mundo ainda não esta para acabar. E nem o capitalismo, a julgar pelo preço que estão cobrando pela cerveja que servem por lá.

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