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  • Conversas de Bar sobre "Greve dos Professores":
  • domingo, 3 de outubro de 2010

    Recado dos Educadores Paulistas aos Eleitores Brasileiros

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    quinta-feira, 15 de abril de 2010

    Depois do Fim da Greve

    Greve Professores 2010 374

    O encerramento da greve foi uma das imposições do Governador José Serra para o início das negociações com os professores e mesmo a APEOESP defendeu que essa seria a melhor alternativa. Pois bem, quase uma semana depois do fim da greve, que terminou de forma melancólica, as negociações finalmente começaram, mas o professor que se mobilizou durantre os trinta dias que durou a paralização e amargou o desconto desses dias no holerite não deve alimentar esperanças de que esse sacrifício tenha valido pena. A leitura do documento divulgado pela APEOESP (o Fax nº 41 pode ser lido aqui) dá a entender que as tão esperadas negociações devem se restringir à reposição das aulas e ao parcelamento do desconto dos dias parados. Esses são os únicos pontos em que o Secretário de Educação, Paulo Renato, mostrou alguma boa vontade.
    Sobre os outros temas colocados na mesa só palavras vagas como “o secretário prometeu pensar”. Esse é o caso de uma das principais reivindicações, o fim da duzentena, apelido para a lei que limita à apenas um ano a validade do contrato de professor temporário da categoria O, impondo a ele um prazo de duzentos dias antes que possa voltar a trabalhar na rede estadual de ensino.  Sobre a reposição salarial nem isso, o secretário se limitou a dizer que não tem competência para tratar desse assunto. Nem precisava. Que ele não tem competência os professores já sabem faz tempo.

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    quinta-feira, 8 de abril de 2010

    A Greve Acabou. E Agora?

    Greve dos Professores 4 014-1
    Maria Izabel, a Bebel, Presidente da APEOESP momentos após declarar o fim da greve.
    Hoje, 08 de Abril, dia em que completa um mês, a greve dos professores de São Paulo chegou ao fim. Esse desfecho já era esperado, talvez não para hoje, mas a estratégia do governo do estado de não abrir negociação e, pior ainda , sequer reconhecer publicamente a existênca da greve _ no que contou com o apoio dos meios de comunicação _ foi minando aos poucos a adesão dos professores. O lado financeiro também pesou bastante. Quem faz greve não tem salário, mas as contas precisam ser pagas.
    Se o fim da greve era uma questão de tempo nada justifica o modo como a APEOESP forjou esse resultado. Digo forjou porque estive lá e acompanhei a forma como a votação foi realizada. Um amigo já havia me alertado sobre o que estava por vir, mas não acreditei que houvesse espaço para manipular os votos de uma assembléia formada por milhares trabalhadores. Fui ingênuo.

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    quinta-feira, 1 de abril de 2010

    O Bota Fora do Serra - Já Vai Tarde

    Assembléia 31 de Março 006 1-1Se eu fosse jornalista já teria sido demitido faz tempo. Imagina escrever sobre um fato 24 horas depois dele acontecer? Mas como diz aquele velho ditado popular, antes tarde do que nunca e, como eu não trabalho mesmo para nenhuma redação...
    Ontem, 31 de março, os professores de São Paulo se reuniram em  mais uma Assembléia, a quinta desde o início da greve, para decidirem os rumos da paralização. A concentração voltou a ocorrer no vão livre do MASP, na Avenida Paulista. De lá os professores seguiram em passeata pela rua da Consolação até a Secretaria Estadual de Educação, na Praça da República, onde votaram pela continuidade da greve, que já está na quarta semana.

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    quarta-feira, 31 de março de 2010

    É Preciso Despertar (ou Caminhando com Maiakoviski)

    Cartaz Anistia

    (…)
    Tu sabes,
    conheces melhor do que eu
    a velha história:
    Na primeira noite eles se aproximam
    e roubam uma flor do nosso jardim.
    E não dizemos nada.
    Na segunda noite, já não se escondem:
    pisam as flores,
    matam nosso cão,
    e não dizemos nada.
    Até que um dia,
    o mais frágil deles
    entra sozinho em nossa casa,
    rouba-nos a luz, e,
    conhecendo nosso medo,
    arranca-nos a voz da garganta.
    E já não podemos dizer mais nada.

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    sábado, 27 de março de 2010

    O Modelo Serra de Educação.

    Atualizado em 27/03 às 15:30H002
    Assembléia dos Professores realizada ontem, 26 de março, no Morumbi,  começou como as anteriores. Milhares de professores de todas as regiões do estado de São Paulo foram chegando aos poucos, a pé, em coletivos e nos muitos ônibus fretados vindos do interior. Estes, mais uma vez, foram alvo de arbitrariedades por parte da Polícia Rodoviária, não foram poucos os relatos de professores que tiveram seus ônibus parados nos pedágios sem qualquer explicação ou justificativa. Mas esses incidentes, antes de intimidar, parecem contribuir para aumentar a determinação dos professores que por volta das 16 horas já haviam tomado toda a área em frente ao estádio do Morumbi, convertendo, por algumas horas, o templo do futebol no templo da cidadania. Dezenas de cartazes e faixas expunham as reivindicações, palavras de ordem eram ouvidas por todos os lados, mas tudo de forma alegre e descontraída, apesar da chuva.

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    sábado, 20 de março de 2010

    Imagens da Assembléia do dia 19 de Março.

    Abandonados pelo governo Serra e pela Imprensa, que se faz de surda à suas reivindicações, fingindo que a greve não existe, os professores recorreram às ruas para se fazerem ouvir. Para isso contam com seu principal instrumento de trabalho, a vóz, e com muita, muita criatividade.

    Esses são os professores que Serra despresa e que a mídia ignora. Agora a palavra é deles!

    Professores  19 de Março 043-1

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    segunda-feira, 15 de março de 2010

    Greve: O Que Querem os Professores?

     
    O cartaz acima, pendurado numa das laterais do carro de som que guiou os professores na Assembléia do último dia 12, faz referência ao valor de quatro Reais do vale refeição, o “vale coxinha” , que o estado mais rico da federação paga aos professores. Esse valor irrisório foi adotado como  um dos símbolo da manifestação. Na frente do carro um boneco representando uma coxinha abria passagem para os professores.
    A Asssembléia reuniu mais de 40 mil pessoas*, _ para a PM não passou de 12 mil _  e foi motivo de admiração e orgulho para os professores, mas também de ira para muita gente por conta dos congestionamentos que causou. Mas, afinal, o que querem os professores com essa greve? Diante do silêncio da imprensa, quem ficou preso no trânsito ou teve que ficar com os filhos em casa, quando eles deveriam estar na escola, ficou sem resposta.
    Se manifestações como esta, que mexem com a cidade inteira, são legítimas ou não, deixo para outro post. Por hora vou tentar responder a pergunta acima. Vamos às ela:

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    sábado, 13 de março de 2010

    Imagens da Manifestação dos Professores na Av. Paulista

    Professoras de Rio Claro, que gentilmente posaram para minha câmera, deram um recado à Serra:
    Greve Professores 2010 368
    Os professores paulistas deram um show de mobilização ontem, 12 de Março, nas Avenidas Paulista e Consolação, mostrando que a categoria está unida e disposta a desmascarar as mentiras divulgadas nos meios de comunicação pelo Governador José Serra e pelo seu Secretário de Educação, Paulo Renato, sobre a situação da educação pública no estado de São Paulo. Tanto descaramento merecia uma resposta a altura. Pois aí está ela. Estas são imagens da manifestação que se estendeu até a Praça da República, no centro, onde fica a sede da Secretaria de Educação de São Paulo.

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    sexta-feira, 12 de março de 2010

    A Greve Continua!

    Greve Professores 2010 385
    Hoje eu vou dormir feliz. Feliz e orgulhoso da profissão que escolhi, cujas alegrias e misérias eu compartilho com centenas de milhares de colegas por esse Brasil afora. E já explico porque.
    Como muitos dos leitores que me acompanham neste blog já sabem, sou professor de História na rede estadual de ensino público do estado de São Paulo. Estou na rede a relativamente pouco tempo, quatro anos apenas, mas o suficiente para conhecer, e sentir na pele, a vida difícil que levam aqueles que abraçaram o magistério público _ e não só o público _ como profissão. Embora elas sejam muitas, esta não é uma profissão só de dificuldades. E é bom que se registre. Ter a oportunidade de fazer parte da formação para a vida de tantas crianças, jovens e adultos e de também ser tocado por eles, é muito gratificante. Não fosse pelas alegrias que tiramos da nossa convivência com os alunos, creio que muitos professores já teriam abandonado o magistério para seguir outra profissão em que fossem mais valorizado. Infelizmente não são poucos os que o fazem.

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