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  • Conversas de Bar sobre "Economia":
  • sábado, 1 de maio de 2010

    Dia do Trabalho: Entre o Passado e o Futuro

    Operários Tarsília do Amaral
    Quando eu comecei a trabalhar, lá pelos idos de 1988, eram comuns artigos de jornais e revistas que pintavam um futuro cor de rosa para os trabalhadores. Naquela época _ e nem faz tanto tempo assim _ havia quem acreditasse que o desenvolvimento de novas tecnologias permitiria ao homem trabalhar menos e dedicar mais tempo a educação, a cultura e ao lazer, seja sozinho, entre amigos ou em família. Eu ainda cursava a 8ª série do antigo 1º grau e torcia para que esse futuro chegasse logo.
    Mas os anos seguintes não foram nada cor de rosa. Operários robôs assombravam as linhas de produção no início dos anos 90 e os trabalhadores  passariam a trabalhar cada vez mais e a ganhar cada vez menos para não serem substituídos pelas máquinas. O capitalismo parecia ter esgotado sua capacidade de gerar novos empregos, mas as alternativas a ele desapareceram com o desmoronamento da União Soviética. A globalização deslocava os empregos existentes para onde a mão de obra era mais barata e menos protegida enquanto a classe trabalhadora se desorganizava os sindicatos perdiam força. O futuro do trabalho parecia cada vez mais sombrio. Não por muito tempo.

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    domingo, 1 de fevereiro de 2009

    Fórum Social Mundial: Um outro mundo é possível


    Com a proposta de discutir "um outro mundo possível", chega ao fim mais uma edição do Fórum Social Mundial. Ao contrário de Davos, o Fórum Social não costuma resultar no estabelecimento de metas entre as organizações sociais e os governos, uma das principais críticas ao evento. Mas essa visão é contestada pelos participantes, que acreditam que as idéias defendidas no Fórum acabam influenciando, de uma maneira ou de outra, através das pressões dos movimentos sociais, as decisões dos governos.
    De qualquer maneira a atual Crise Econômica deu visibilidade muito maior à edição deste ano. Cerca de 140 mil pessoas participaram das reuniões e dos eventos em Belém. Os destaques foram as reivindicações dos povos indígenas e quilombolas e a proposta de uma nova educação, comprometida em fundar um novo "processo civilizador", focado mais no ser e menos no ter, única maneira, segundo a Senadora e ex-ministra do Meio-Ambiente, Marina Silva, de salvar o Planeta.

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    sábado, 31 de janeiro de 2009

    ...e os ricos também choram!


    Chegar aos trinta anos significa ter ultrapassado uma longa fase de aprendizado, riscos, impulsividade, inexperiência, e ingressar numa fase mais madura _ se bem que essa superação nunca é completa, pelo menos com pessoas. No caso de empresas e instituições, trinta anos demonstram solidez e credibilidade. Será?
    Por esse tempo todo o Fórum Econômico Mundial se reúne sob o signo do Neoliberalismo e da Globalização. Duas ideologias defendidas entusiasticamente por seus participantes. Mas a edição 2009 termina em clima de pessimismo, marcada pela ausência de personalidades tradicionais, na maioria executivos de empresas falidas. Os outrora defensores do Estado mínimo, do livre-comércio e da auto-regulamentação dos mercados, agora clamam pelo socorro dos governos, temendo serem engolidos por uma crise provocada, ironia das ironias, pelo próprio sistema econômico defendido por eles. Aquela famosa frase marxista: "Tudo o que é sólido desmancha no ar", nunca fez tanto sentido.
    Agora que o estrago está feito eles não querem pagar a conta sozinhos, mas dividí-la comigo, com você...

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    quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

    fóruns à Fora


    Entre 27 de Janeiro e 01 de Fevereiro ocorre a edição 2009 do Fórum Econômico Mundial, onde empresários das maiores empresas do Capitalismo mundial, juntamente com políticos dos países mais ricos do mundo se reúnem na elegante cidade de Davos, na Suíça, para discutirem a melhor maneira de ganharem mais dinheiro.
    As estratégias acertadas em Davos, para que os mais ricos fiquem mais ricos, provoca alguns efeitos colaterais nos mais pobres, como por exemplo, fazendo com que eles fiquem ainda mais pobres. Para fazerem frente a elas, os mais pobres tentaram participar, mas como eles não usam "Black Tie", não foram convidados.Tudo bem! Em Davos faz muito frio nesta época e os jantares servidos ali costumam ser muito chatos.
    Foi assim que surgiu o Fórum Social Mundial, que ocorre simultaneamente, mas geralmente numa calorosa cidade do hemisfério Sul. A edição deste ano acontece em Belém do Pará. Seu desafio: Propor alternativas sustentáveis de desenvolvimento que tirem da miséria bilhões de seres-humanos mundo à fora.

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    terça-feira, 9 de dezembro de 2008

    Boas Notícias?

    Lendo o jornal da última Terça-feira (ontem), fui surpreendido por uma boa notícia na área da economia. Estava tão acostumado com as manchetes apocalípticas das últimas semanas que precisei reler o título para ter certeza se o que eu estava lendo era isso mesmo: "PIB brasileiro cresce 6,8% no último trimestre!". Vai crescer assim lá na China!
    Os indicadores do último trimestre deste ano foram muito bons para todos os setores, em especial para aqueles que mais empregam. A taxa de desemprego em Novembro foi a menor em dez anos e a renda das famílias teve a maior alta desde 1996. Os números são ótimos, mas mal o leitor respira aliviado o jornal apresenta , logo abaixo, as notícias de sempre, mostrando que nossa economia caminha, a passos largos, rumo a recessão. Mesmo assim, me surpreendeu o fato das notícias boas receberem maior destaque.
    Essa crise é difícil de entender e mais ainda de explicar, mas tem uma coisa que embora pareça simples, eu não entendo de jeito nenhum. O Banco Central deve decidir por esses dias se diminue ou mantém a taxa de juros, que está em 13,75% ao ano, mas a tendência é a taxa se manter, dado o temor do Banco Central de que a pressão exercida pela demanda provoque uma elevação nos preços. Mas... como assim? Não estamos caminhando para uma recessão? Se a tendência é essa como é que a demanda vai pressionar os preços? Não deveria ser o contrário?
    Uma justificativa seria a cotação do Dólar, que voltou a subir depois de seis anos de queda. Mas se os preços não acompanharam ao Dólar na descida, por que deveriam acompanhar a subida.
    Bom, deixa pra lá, economia não é mesmo a minha praia. Garçom, trás uma gelada antes que aumentem o preço da cerveja!

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    segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

    Todo Mundo Em Pânico!


    Créditos da imagem: "O Grito". De Edvard Munch (1863 – 1944)
    As manchetes são assustadoras: Pânico nos merdados! Onda de pânico se espalha pela Europa! Quinta-feira negra! Dia catastrófico em Nova Iorque!
    A julgar pelos noticiários, a impressão é de que o mundo está acabando ou que pelo menos o capitalismo vive seus últimos dias. Já ouvi que alguns socialistas mais radicais _ sim eles existem! _ e alguns cidadãos do Oriente Médio, decepcionados com o Ocidente, estão preparando uma grande queima de fógos assim que vier a notícia derradeira de que a quebra dos mercados mundiais acaba de por fim a famigerada civilização Judaico-Cristã-Ocidental-Capitalista. Claro que deve ser exagero, mas que a torcida existe, existe.
    Do Oiapoque ao Chuí, qualquer habitante desse país que seja minimamente informado, já teve conhecimento da crise. É ligar a televisão, sintonizar o rádio, folhear uma revista ou abrir um jornal _ nem precisa abrir, basta olhar a primeira página _ que a palavrinha mais usada e falada nos últimos meses estará lá. Crise! É crise que não acaba mais.
    Não quero diminuir aqui o tamanho da crise financeira mundial, que realmente é muito séria, menos ainda a função do jornalismo, que é informar, mas o tom alarmista e sensacionalista dos noticiários me incomoda bastante. Será mesmo o fim do mundo? Fora dos noticiários, na rua, mesmo nos dias em que a Bolsa de valores de São Paulo, a Bovespa, registrou suas piores perdas, quem mora na cidade e passa pela região pôde ver os funcionários da Bolsa conversando e bebendo animadamente nas mesas dos bares que se estendem pelas calçadas próximas, depois do expediente.
    A despeito das imagens que vemos na TV, de corretores a beira de um ataque de nervos, a crise parece não ter chegado ao happy hour da sexta-feira. Um sinal de que o mundo ainda não esta para acabar. E nem o capitalismo, a julgar pelo preço que estão cobrando pela cerveja que servem por lá.

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