domingo, 25 de julho de 2010
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Lula: Um Brasileiro
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Oriente Médio Em Evidência
r mais espinhosa que seja e por mais que demore, é inevitável. Um desses espinhos é retratado nas telas pelo filme Valsa com Bashir, do israelense Ari Folman. Um documentário autobiográfico em animação sobre a busca de Folman por suas memórias da Guerra do Líbano, da qual ele participou, mas não guardou lembrança alguma. Embora não seja um filme político, faz um paralelo entre a crueldades do Holocausto e o massacre de cerca de três mil palestinos por cristãos libaneses nos campos de Sabra e Shatila, do qual ele participou, ainda que indiretamente. O exército israelense não só deu cobertura, fechando as rotas por onde os palestinos poderiam fugir, como iluminou os campos para facilitar o massacre.
Aproveito para recomendar o excelente post do Thiago Leite no Teia Neuronial sobre o livro Orientalismo, de Edward W. Said, que mostra como o Oriente e o Islã são vistos pelos olhos do Ocidente e pensados como uma região _ e religião _ beligerante, irracional e imprevisível e como esse olhar impede a compreensão não só dos seus problemas, mas de como o Ocidente foi e continua sendo responsável por considerável parte deles.
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Entre os Muros da Escola
O sinal toca numa escola pública da periferia de Paris anunciando o início da aula. Os alunos entram na classe gritando, ouvindo música nos celulares, arrastando carteiras, brigando. O professor espera, pede silêncio, enquanto seus alunos retribuem com “cala a boca você; vai se f….Assim começa “Entre os Muros da escola", adaptado do livro de François Bégaudeau, um professor de Francês que interpreta a si próprio no filme (trailer) vencedor da Palma de Ouro e indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro.
O longa retrata as dificuldades enfrentadas por professores franceses na educação de alunos pobres, imigrantes ou filhos de imigrantes, numa sociedade que não consegue, ou nem quer, integrá-los à ela. Apesar de retratar uma realidade diferente, há muito em comum com as escolas públicas brasileiras. O interessante é que os professores do filme não são idealizados, como costumam ser em filmes do gênero, mas pessoas comuns, cuja paciência também tem limites e que, por mais dedicados que sejam, são o inimigo público número um.
O filme me deixou algumas perguntas: Deve-se abrir mão do conteúdo curricular em favor daquilo que realmente interessa aos alunos? Como conviver com atos de indiciplina sem tornar a aula inviável? E por que o ensino para aqueles que mais precisam dele para vencerem a pobreza é tão difícil? Estas são as minhas, quem se propuser a assistir ao filme certamente deixara a sala de exibição com outras.
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