Porque Eu Voto Em Dilma
Desde 1998, quando comecei a disputar uma vaga no mercado de trabalho, até a posse de Lula, em 2003, assisti, ano após ano, o Brasil sair de uma crise para entrar em outra. As vezes a situação parecia melhorar e a gente pensava: Agora vai! Que nada! Dali a pouco os juros subiam de novo, o desemprego voltava a crescer e o jeito era apertar os cintos novamente. Em 1998, diante das manchetes do dia sobre o aumento do desemprego no Brasil, cheguei a concluir de que este país não teria outro futuro a me oferecer que não fosse a corda bamba.
Foram tempos difíceis, mas que em breve poderão ser página virada na nossa história. Vivemos, hoje, o período mais longo de crescimento das últimas décadas, com recuperação do emprego, da renda e da auto-estima. A percepção de que a vida melhorou é geral. Nada disso é obra do acaso, mas o resultado do projeto de crescimento econômico com inclusão social empreendido pelo governo Lula. E a oposição? Que projeto ela tem a nos oferecer?
Basta olhar para o estado de São Paulo, governado há dezesseis anos pelo PSDB, para perceber que o modelo demo/tucano de governar é incompatível com o momento que estamos vivendo. Com desempenho medíocre nas áreas de Educação, Segurança Pública, Transporte e Meio Ambiente, só para citar algumas, São Paulo deixou de ser a locomotiva do Brasil para ser apenas mais um dos vagões puxados pela, cada vez mais potente, locomotiva que se tornou a União, da qual a ex-ministra Dilma Rousseff foi uma das maquinistas.
Claro que ainda estamos muito longe do paraíso e há problemas sérios que precisam ser resolvidos, mas é por reconhecer os méritos desse governo, e não foram poucos até aqui, e pela continuação desse projeto, que eu voto em Dilma.
* O Retrato da Dilma, que ilustra este post foi pescado de um ótimo artigo d’O Descurvo, do Hugo Albuquerque, sobre o voto em Dilma. Vale a pena conferir! Conheça a história desse retrato clicando aqui e aqui.
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