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  • Conversas de Bar sobre "Poesia":
  • sexta-feira, 23 de julho de 2010

    O Caso Bruno: Eu Jogo e Me Perco

    por Sansakroma Sem Fronteira...

    O CASO BRUNO
     
    Eu Jogo e me perco
    Me perco com o jogo de pernas
    Me perco com a bola do olho
    Que olha e hipnotiza
    Eu jogo com palavras
    Eu jogo com charme
    Eu jogo com o olhar
    Me perco com o jogo das mãos
    Me perco com o jogo do dinheiro
    Um dia quis jogar
    Joguei
    Me jogaram e eu agarrei
    Agarrei a bola
    Agarrei a vida
    E não soltei
    Vivi cercado por traves
    Onde segurei a bola
    Hoje cercado por grades
    Soltei a vida
    Eu joguei e perdi

    Escrito por SANSAKROMA

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    quarta-feira, 31 de março de 2010

    É Preciso Despertar (ou Caminhando com Maiakoviski)

    Cartaz Anistia

    (…)
    Tu sabes,
    conheces melhor do que eu
    a velha história:
    Na primeira noite eles se aproximam
    e roubam uma flor do nosso jardim.
    E não dizemos nada.
    Na segunda noite, já não se escondem:
    pisam as flores,
    matam nosso cão,
    e não dizemos nada.
    Até que um dia,
    o mais frágil deles
    entra sozinho em nossa casa,
    rouba-nos a luz, e,
    conhecendo nosso medo,
    arranca-nos a voz da garganta.
    E já não podemos dizer mais nada.

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    domingo, 8 de fevereiro de 2009

    Arte de Viver


    Há algumas semanas eu tenho trocado emails com Marcelo Vinícius, um leitor do Conversa de Bar. Marcelo é formado em tecnologia, estuda Psicanálise e já está pensando em outra formação, talvez Biomedicina. E não é só. O Marcelo também é poeta. Pudera. Aptidões para tantas áreas distintas é característica de espíritos irriquietos, próprio dos poetas.
    Parte da sua produção poética pode ser encontrada no Recanto das Letras. Foi neste site que eu selecionei "Arte de Viver", um poema que transmite bem esse espírito saudavelmente questionador, avesso a respostas prontas e a perguntas fáceis.
    Arte de Viver

    Quando você encontra uma resposta
    A vida te oferece uma nova pergunta
    A dúvida sempre se encerra numa proposta
    Estar com ela para encontrar-se viva
    Estar sem ela para encontrar-se morta

    Não é a certeza que se deve buscar
    Mas sim o que se deve compreender
    Prefiro viver para errar
    Do que viver para morrer
    Pois não há dogmas no qual se apoiar
    Apenas estar pronto para responder

    Mas, quando você encontra uma resposta
    A vida te oferece uma nova pergunta...
    Se puder encontrar um novo erro a cada dia
    Saberá com que a vivência se ocupa
    Será que é em elaborar novas dúvidas?

    Marcelo Vinícius

    *Saiba sobre os direitos do autor e condições para a reprodução da obra aqui.

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