Lula: Um Brasileiro
Finalmente assisti “Lula: O Filho do Brasil” (trailer), de Fábio Barreto. Não vou me aventurar aqui a escrever uma crítica sobre o filme, essa não é a minha praia, mas posso dizer que gostei. Não é um filme político, não promove o culto a personalidade e nem é o filme do Presidente Lula, como gostam de dizer por aí, e sim sobre a vida de Luiz Inácio da Silva, tendo como pano de fundo a pobreza do sertão nordestino, a vida difícil nos bairros precários e violentos da periferia e a repressão do Regime Militar.
O filme me ajudou a entender melhor o fenômeno Lula. Mais que um grande orador ele é retratado como um líder pragmático, para quem os objetivos a serem alcançados estavam acima dos interesses ideológicos. Num de seus discursos ele diz que “trabalhador não é de esquerda nem de direita. O que ele quer é levar o sustento para casa, só isso”.
Na saída do cinema algumas pessoas comentavam que o filme é fraco, que poderia ter explorado melhor um aspecto ou outro. Pode ser. Mas acho que o público à quem o filme se dirige talvez não sinta falta de nada disso. Falo dos operários que compartilharam da mesma luta que ele e dos milhões de migrantes e descendentes que mantém viva na memória fuga da miséria e a difícil adaptação à cidade grande, dificuldades enfrentadas graças a esperança de uma vida melhor. E “Lula: O Filho do Brasil”, é um filme sobre a esperança. O título não poderia ser mais verdadeiro. Lula é, de fato, o filho de um Brasil que se apoiou na exclusão social como base para o seu desenvolvimento, mas que agora, sob seu governo, parece querer mudar.
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